Anorexia e obsessão com o peso

A anorexia é uma das compulsões alimentares que mais afeta as mulheres, veja como essa obsessão pode causar sérios problemas.

Anorexia e obsessão com o peso

Qual é o seu maior medo? Muitas garotas responderiam sem pestanejar: engordar. Uma pesquisa revelou que as jovens de hoje têm mais medo de ganhar uns quilinhos do que de uma guerra nuclear, de câncer ou até de perder os pais!
Esse medo às vezes começa surpreendentemente cedo. Mesmo antes da adolescência muitas meninas se reúnem para falar sobre gordura, ocasiões em que compartilham seu desdém pela sua aparência. Pelo visto, a questão não se resume a conversas.
Com o tempo, muitas dessas jovens caem na armadilha das dietas da moda. Para algumas pessoas, a necessidade que sentem em perder peso pode fazer com que junto com ele percam a vida também.
A anorexia pode surgir de forma bastante inocente. Uma mocinha começa uma dieta aparentemente inofensiva, só para perder uns quilinhos. Quando atinge sua meta, ela ainda não se sente satisfeita. “Ainda estou gorda!”, diz olhando com reprovação para o espelho. Aí decide perder só mais uns quilos. Daí, só mais alguns. E mais alguns. Forma-se um padrão, e estão plantadas as sementes da anorexia.
Naturalmente, nem todas as garotas que fazem regime são anoréxicas. Algumas têm razões legítimas para se preocupar com seu peso e, para elas, perder alguns quilos pode ser uma questão de saúde. Muitas, porém, têm um conceito distorcido de seu corpo.
A anoréxica sente um medo mórbido de engordar, mesmo que já esteja magra como um palito. Talvez exercite-se compulsivamente para não engordar e se pese várias vezes por dia para ter certeza de que não está “regredindo”. Nas refeições, come porções minúsculas, ou talvez nem mesmo coma.
De início sentem-se maravilhadas de ver os quilos sumirem. Mas a falta de nutrientes por fim cobra seu preço. A anoréxica fica sonolenta e letárgica. Começa a ter problemas na escola. Sua menstruação talvez cesse. Com o tempo, seus batimentos cardíacos e sua pressão sanguínea se tornam perigosamente baixos. Ainda assim, a anoréxica não vê o perigo. Aliás, o único perigo que consegue ver é o de recuperar o peso perdido, mesmo que sejam apenas alguns gramas.
A anorexia não é o único distúrbio alimentar, nem o mais comum. A bulimia nervosa é um flagelo que atinge três vezes mais garotas do que a anorexia. Há também a compulsão de comer, estreitamente relacionada com a bulimia.
A bulímica ingere grandes quantidades de comida num espaço curto de tempo. Depois livra-se do alimento que comeu, em geral por meio de vômito induzido. Admitidamente, a ideia de esvaziar o estômago dessa maneira soa repugnante.
A anorexia e a bulimia têm sido chamadas de “lados opostos da mesma moeda”. Embora os sintomas sejam diferentes, ambos os distúrbios têm como combustível a obsessão com alimentos. Ao contrário da anorexia, porém, a bulimia é bem mais fácil de esconder. Afinal, a ingestão de grandes quantidades de comida impede a pessoa de emagrecer, e a purgação evita que ela engorde. Assim, é provável que a portadora de bulimia não seja nem obesa nem magra e, em público, seus hábitos alimentares talvez pareçam normais.
Todos os três distúrbios podem representar uma grave ameaça à saúde. A anorexia pode causar desnutrição severa, e em muitos casos, alguns estimam em até 15%, pode ser fatal. Comer em excesso, seguido ou não de purgação, é perigoso para a saúde. Com o tempo, a obesidade pode causar graves doenças cardiovasculares, diabetes e até algumas formas de câncer. O vômito induzido pode lesar o esôfago, e o abuso de laxantes e diuréticos, em casos extremos, pode levar a uma parada cardíaca.
Contudo, há ainda outro aspecto dos distúrbios alimentares que precisa ser considerado. Os que sofrem de anorexia, bulimia e compulsão de comer em geral são pessoas infelizes. Tendem a ter baixa auto-estima e são mais propensas a sofrer de ansiedade e depressão.
O excesso de gordura no corpo pode prejudicá-lo muito mais do que simplesmente comprometer sua aparência. A obesidade pode representar um mundo de perigos para sua saúde: problemas nas articulações, doenças respiratórias e diabete, além de doenças fatais, como as cardíacas e o câncer de cólon, que poderão manifestar-se quando você tiver mais idade.
É claro que, se você é corpulento, isso não significa necessariamente que precisa emagrecer. Alguns de nós simplesmente herdamos uma constituição mais robusta; parecemos pesar mais do que preferiríamos, mesmo com o peso ideal. Mas, se o médico concluiu que seu corpo tem mais gordura do que é saudável, isso talvez se deva a vários fatores.
O corpo é como uma fornalha; o cérebro é o termostato. Quando você come, seu metabolismo queima o alimento para liberar energia. Quando se ingere mais combustível do que o corpo necessita, ele é armazenado como gordura. Num regime de fome, você perde peso — no começo. Mas seu corpo logo aciona a ‘função crise’ e abaixa o termostato, tornando mais lento o metabolismo. Você passa a ganhar peso outra vez, mesmo numa dieta de fome, e grande parte do que come é armazenado como gordura. Recupera cada quilo perdido e mais alguns. Frustrado, faz outro regime. Mas quanto mais emagrece mais volta a engordar.
Assim, dá para ver por que métodos de emagrecimento rápido simplesmente não funcionam. Moderadores de apetite podem inibir o apetite por algum tempo, mas o corpo logo se adapta a eles e o apetite volta. Ou então seu metabolismo fica lento e você engorda do mesmo jeito. Sem mencionar possíveis efeitos colaterais, como tonturas, pressão alta, crises de ansiedade e vício. Pode-se dizer o mesmo de medicamentos que eliminam água ou que aceleram o metabolismo.
A maneira segura de emagrecer começa com um exame médico completo. O médico poderá checar se você tem problemas de saúde que poderiam tornar inviável um regime simples. Poderá também ajudá-lo a fixar um alvo moderado de emagrecimento e a planejar uma estratégia para alcançá-lo num prazo razoável.
Algumas coisas que você pode fazer é não deixar de tomar o café da manhã nem cortar nenhuma outra refeição do dia, tomar um copo bem cheio de água antes de se alimentar, pois a água enche o estômago fazendo com que você coma menos.
Coma devagar. Leva uns 20 minutos para o estômago indicar ao cérebro que está cheio. Portanto, comer devagar o ajudará a ‘comer à saciedade’ não mais que isso!
Encontre alternativas saudáveis para o hábito de comer, especialmente se você cai nesse hábito quando está entediado, tenso, solitário ou deprimido. Converse com alguém em quem você confia. Dê uma caminhada ou faça exercícios. Envolva-se com um passatempo.
Mudar a alimentação e o estilo de vida pode ser de ajuda também, afinal, alimentos muito gordurosos podem causar várias doenças, coisas bem mais preocupantes do que a estética.
É melhor aprender a gostar de coisas saudáveis e comer esse tipo de alimentos, assim você tende a manter sua saúde e consegue emagrecer também.
Embora seja importante saber comer, você não emagrecerá a menos que aumente o termostato do cérebro. Como? Fazendo uns 20 minutos de exercícios aeróbicos moderados pelo menos três vezes por semana. Talvez baste algo simples como uma caminhada vigorosa ou subir escadas. Os exercícios o ajudam a ficar mais enxuto e em forma, não importa qual seja seu peso ou constituição corporal. À medida que eles aquecem a fornalha do seu metabolismo, você queima calorias e gordura. Fazendo exercícios, você pode alterar a química do seu corpo. Pode aumentar a massa muscular, e os músculos queimam calorias mesmo durante o sono!
Com persistência e determinação, você poderá vencer a batalha contra o excesso de peso. É claro que perder uns quilinhos não resolverá todos os seus problemas, mas você talvez ganhe uma aparência melhor e se sinta melhor. Pode ser até que passe a gostar mais de si mesmo.
Por séculos, a silhueta um pouco rechonchuda era considerada atraente tanto para o homem como para a mulher. Mas, na década de 20, a indústria americana da moda sofreu, em certa medida, uma revolução. Silhueta fina passou de uma hora para outra a ser o ideal. Décadas depois ainda está na moda ser magro. A TV e as revistas ajudam a promover esse conceito com sua constante enxurrada de anúncios persuasivos em que aparecem modelos esbeltos. Não importa que muitos deles se mantenham quase à beira da inanição! Milhões de jovens (e adultos) são sutilmente treinados a acreditar que ser atraente é sinônimo de ser magro. Por isso não é de admirar que jovens não tão magros comumente se achem gordos e nada atraentes.
A pressão de outros jovens também é um problema. Adolescentes com excesso de peso muitas vezes são submetidos a um sem-fim de caçoadas, ridicularizações e preconceitos, o que causa uma considerável dor psicológica, uma dor que pode estender-se até à idade adulta.
Felizmente, o que determina se você de fato está gordo ou não envolve mais do que sua aparência num traje de banho, pelo menos do ponto de vista médico. Os médicos em geral classificam como obesa a pessoa que tem 20% a mais do que seu peso ideal. Mas as tabelas padrões de peso em relação a altura baseiam-se em médias e podem dar apenas uma ideia aproximada do peso que a pessoa saudável deve ter. Por isso, alguns médicos preferem medir a obesidade, não em termos de peso, pura e simplesmente, mas também de excesso de gordura no corpo.
Lembre-se de que os padrões de beleza podem ser produto de condicionamento social e preferências pessoais. Assim, o que se considera bonito varia no mundo todo e pode mudar com o passar do tempo.
Não que você não possa fazer nada para melhorar a aparência. Mas, se você não está totalmente satisfeito com sua estrutura física, não precisa punir o corpo com algum regime da moda. Talvez precise apenas cuidar mais do estilo e das cores que usa, escolhendo roupas e cores que suavizam o que você considera defeitos e realçam seus pontos fortes.
Mesmo assim, você talvez ache que lhe faria bem perder uns quilinhos. Ou é possível que você realmente seja obeso e deva emagrecer, não só para ter uma aparência melhor, mas por motivo de saúde.
Mas o que você não pode de forma alguma menosprezar é a segurança de sua saúde, por isso, emagrecer mas com segurança é essencial.
Uma forma de limitar sua ingestão de energia alimentar é tomar nota de tudo que come cada dia, inclusive todos os lanches entre as refeições. Avalie o conteúdo calórico total de tudo que come e bebe. Treine-se a entender os valores alimentícios e então planeje como reduzi-los sistematicamente a cada dia. Existe um perigo neste enfoque. Cuidado para não ficar absorto demais nesse empreendimento. Isso poderá privá-lo do tempo necessário para outras coisas essenciais.
Muitos acham por demais tediosa a contagem das calorias, e logo perdem interesse nisso. Uma medida mais simples de perder peso é continuar sua dieta normal, apreciando o que come, mas comendo menos. Ao invés de três fatias de pão, coma duas. Coma uma batata a menos. Ao invés de duas colheres de chá de açúcar, no chá ou no café, coloque apenas uma. Se tomar cinco xícaras destas bebidas a cada dia, haverá uma redução de cerca de 1.000 calorias por semana, uma redução nada insignificante! Preste atenção especial na redução da ingestão calórica à noite, porque usualmente nesse horário as atividades físicas são limitadas. Não espere resultados espetaculares com este enfoque. Mas, por certo período de tempo, perderá peso lentamente, e este é o melhor modo de fazê-lo.
Neste ponto, talvez seja útil considerar algumas dicas que resultaram úteis em certos casos. Coma apenas quando tem fome. Fazer um lanche leve, ao invés de tomar uma refeição completa, de tempos a tempos, não o prejudicará em nada. Evite “petiscar” quando vê TV, lê ou simplesmente conversa com os amigos. Beber algo cerca de meia hora antes duma refeição abrandará seu apetite e beber um pouco de líquido junto com as refeições o ajudará a sentir-se satisfeito com menos comida. Mastigar cabalmente produz maior satisfação em comer, e verificará que, por assim fazer, também comerá menos. Conceda a si mesmo tempo para apreciar as refeições. Comer lentamente pode ajudá-lo a eliminar a gordura excessiva.
A determinação e o domínio próprio são essenciais em qualquer progresso em direção à redução de peso. Ler sobre esse problema, ou consultar médicos, não é substituto para o esforço pessoal.

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Talita
23/03/10

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